• Por: Garantidora Duplique Desembargador
  • 16/09/2019

Sarampo: condomínio pode ajudar a prevenir epidemia

Os casos de sarampo já triplicaram no mundo de 2018 para 2019. Só no estado de São Paulo, foram registrados 1319 casos, sendo que, cerca de 90% ocorreram na Grande São Paulo. Por se tratar de uma doença altamente contagiosa, os condomínios devem estar atentos, pois o ambiente coletivo é propício à proliferação da doença. Para […]

Os casos de sarampo já triplicaram no mundo de 2018 para 2019. Só no estado de São Paulo, foram registrados 1319 casos, sendo que, cerca de 90% ocorreram na Grande São Paulo.
Por se tratar de uma doença altamente contagiosa, os condomínios devem estar atentos, pois o ambiente coletivo é propício à proliferação da doença.
Para saber o que fazer, é preciso conhecer a doença e seus sintomas.
Sintomas
O sarampo é uma doença infecciosa aguda provocada por um vírus e altamente contagiosa, podendo ser contraída em qualquer idade.
Os sintomas são:

  •   Dores locais: nos músculos;
  •   Tosse: forte ou seca;
  •   No corpo: fadiga, febre, mal-estar ou perda de apetite;
  •   No nariz: nariz escorrendo, vermelhidão ou espirros;
  •   Na pele: erupções ou manchas vermelhas;
  •   Também é comum: conjuntivite, dor de cabeça, dor de garganta, inchaço dos gânglios, irritação nos olhos ou sensibilidade à luz.

Transmissão
Através do contato a secreções humanas do nariz, boca ou garganta de uma pessoa infectada, ocorrendo no ato de tossir, espirrar ou respirar.
Estima-se que, em um espaço compartilhado, cerca de 90% das pessoas sem imunidade sejam contagiadas.
Riscos
Os principais riscos do sarampo são possíveis sequelas provocadas pelas complicações da doença, que incluem otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas.
Estas complicações podem provocar surdez, cegueira, retardo do crescimento e reduação da capacidade mental.
Por isso, a doença é muito perigosa quando acomete pessoas em fase de crescimento como bebês e crianças.
sarampo é a doença que mais mortes causa dentre as doenças que podem ser controladas por vacinas.
A doença pode causar a morte caso não seja tratada, proporcionando um risco de morte de 0,2%.
Em casos de pessoas subnutridas, o risco aumenta para 10%.
Por que a doença está de volta?
O Brasil não possui casos registrados autóctones, ou seja, oriundos do próprio país.
Houve casos de sarampo entre 2013 e 2015, onde ocorreram surtos em decorrência de estrangeiros que visitaram o país e importaram a doença.
Em 2018, a doença apareceu na região Norte por conta da migração de refugiados venezuelanos infectados pela doença e em São Paulo, importada através de pessoas que vieram ao país de países como Noruega, Malta e Israel.
A cobertura vacinal da doença está abaixo do patamar ideal, que é de 95%, tendo um alcance de 90,8%.
As principais motivações de pessoas deixarem de vacinarem a si ou aos seus filhos:

  •   Medo de reação à vacina;
  •  Desconhecimento sobre o calendário de vacinação (principalmente para adultos);
  •  Fake-news em relação à vacina;
  •   Grupos anti-vacina.

 

A vacina é o meio mais eficaz de se prevenir a doença.
Foto: Inova Administradora

 

Como evitar o sarampo
A vacinação é a forma mais segura e eficiente de evitar a doença.
Quem já teve a doença não precisa se vacinar, porque já adquiriu anticorpos que combatem o vírus.
As recomendações são:

  •   Manter sua carteira de vacinação e de seus filhos em dia;
  •   Fique atento ao estado de saúde das crianças que convivem com seus filhos e não deixe de avisar escolas e outras pessoas no entorno;
  •   Procure atendimento médico imediato se aparecerem manchas avermelhadas na pele, mesmo se a pessoa já foi vacinada.

A vacina é segura?
A vacina é segura para a maioria das pessoas.
Ela só é contraindicada nos seguintes casos:

  •   Pessoas que possuem alergia grave ao ovo;
  •   Pessoas com suspeita de sarampo;
  •   Gestantes;
  •   Pessoas que realizam tratamento de quimioterapia;
  •   Portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas;.
  •   Pessoas que fazem uso de altas doses de corticoides;
  •   Transplantados de medula óssea;
  •   Bebês menores de 6 meses.

Em algumas pessoas, pode haver efeitos colaterais brandos, sendo os mais comuns dor e vermelhidão onde foi aplicada a vacina.
Caso haja dúvida se você faz parte do grupo contraindicado, informe-se em qualquer posto de saúde público.
Como combater o sarampo em condomínio
Papel  da administração
A administração do condomínio pode realizar campanhas informativas através de cartazes e comunicados individuais.
É importante que a campanha informe:

  •   O que é a doença, sintomas e transmissão;
  •   Formas  de prevenção;
  •   Locais de vacinação;
  •   Frisar a importância de relatar casos de sarampo ou suspeitas para a administração.

É também, dever da administração, avisar para todos caso haja suspeitas ou casos confirmados da doença no condomínio para que tomem as medidas necessárias para se protegerem.
Papel  do condômino
O condômino tem o dever de, caso haja a ocorrência ou suspeita de alguém contagiado, informar a administração para que se tomem as devidas providências a fim de evitar que a doença se alastre.
 
Fonte: Inova Administradora

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