• Por: Garantidora Duplique Desembargador
  • 21/01/2016

Coleta seletiva – é possível em qualquer condomínio

  Condomínios de todos os portes podem implantar a coleta seletiva seguindo algumas diretrizes básicas e usando a criatividade para fazer as adaptações necessárias à sua realidade. Veja os passos para implantação. 1º Infra-estrutura – Pequenos e médios condomínios: se possível, providencie uma lixeira para material reciclável em cada andar. Não será necessária a separação […]

Coleta seletiva – é possível em qualquer condomínio
 
Condomínios de todos os portes podem implantar a coleta seletiva seguindo algumas diretrizes básicas e usando a criatividade para fazer as adaptações necessárias à sua realidade. Veja os passos para implantação.
1º Infra-estrutura
– Pequenos e médios condomínios: se possível, providencie uma lixeira para material reciclável em cada andar. Não será necessária a separação por tipo de material (vidro, papel, metal, plástico) a não ser que a empresa que colete os resíduos exija.
– Grandes condomínios: avalie se vale a pena um ou mais conjuntos de 4 recipientes de coleta (papel, plástico, vidro e metal), a serem instalados em locais estratégicos no térreo ou garagem.
– Sacos de farinha ou similares são mais resistentes e indicados para os latões de vidro e metais.
– Espaço de armazenagem: deve ser amplo o suficiente para juntar material durante pelo menos uma semana, ou o tempo necessário para criar um estoque que a empresa compradora recolha no local. O transporte frequente inviabiliza o processo, por torná-lo muito caro. O espaço não pode ter infiltrações ou água empoçada. Armazene lixo comum e reciclável em depósitos diferentes.
– Perigo de incêndio: não acumule material reciclável por um longo período, pois papel e plástico são altamente combustíveis. Não os deixe próximos a instalações elétricas
– Aparelhos para amassar latinhas e garrafas reduzem eficientemente o volume dos resíduos. Lixeiras com rodas pode ser um bom investimento. Considere a aquisição de equipamentos que facilitem o trabalho, pois incentivam à prática da coleta.
– Equipe os colaboradores com EPIs – equipamentos de proteçao individual. Luvas e botas para os funcionários que farão o transporte interno e a seleção posterior São importantes, pois resíduos recicláveis como seringas e vidros quebrados podem causar ferimentos.
2º Entrega do material
– É fundamental que essa etapa seja bem planejada para que a coleta seletiva seja sustentável. Identifique um “parceiro” fixo para recolher os materiais recicláveis.
– Cooperativas de catadores: indicada para pequenos e médios condomínios, que têm dificuldade acumular uma quantidade mínima pela qual uma empresa compradora de sucata se interesse.
– Compradores: há empresas que compram material reciclável, e o recolhem no local, a partir de uma certa quantidade. Esta alternativa é interessante para condomínios de grande porte.
– Postos de entrega voluntária: boa opção para moradores de condomínios onde não há coleta seletiva, ou para condomínios que não conseguiram acordos com cooperativas ou compradores.
– Coleta seletiva do município. Se sua cidade conta com esse serviço, se informe para combinar a melhor maneira de proceder.
Cooperativa de reciclagem:
As cooperativas obtém renda quando seu resíduo limpo, é separado corretamente. Colabore!
3º Treinamento do funcionários
Condomínios de pequeno e médio porte: os procedimentos da coleta seletiva neste caso são muito simples, bastando informar os colaboradores sobre o procedimento de separação e instrui-los para entregar os recicláveis para a empresa, entidade ou catador.
Condomínios de grande porte: se o material coletado for vendido à empresas recicladoras, pode ser necessário fazer uma triagem do material após a coleta. Algumas recicladoras compram garrafas plásticas de refrigerante separadamente dos outros plásticos; outras compram embalagens longa vida separadamente dos papéis. O mesmo acontece com papelão e latinhas de alumínio. Neste caso os funcionários precisam ser treinados adequadamente.
– Muitos condomínios de médio e grande porte que realizam a coleta seletiva destinam a receita gerada pela venda do material a gratificações para os funcionários. Outra maneira que funciona é pagar para que tetirem os materiais, que normalmente são entregues para cooperativas, pois o investimento se traduz em eficiência e conforto.
4º Comunicação com os condôminos
– É fundamental que todos os moradores participem da coleta seletiva, e que entendam que o procedimento, após virar hábito, torna-se simples.
– Em condomínios residenciais pode ser interessante convocar uma reunião com faxineiras e empregadas domésticas. A maior parte do lixo se origina na cozinha, e quem cuida do descarte, em geral, são elas.
– É muito importante explicar a todos que os materiais recicláveis devem estar livres de restos de alimentos e liquidos, ou será impossível estocá-los, por questões de higiene. Sem contar que resíduo contaminado tem menos valor, o que desinteressa a quem recolhe. Para isto, uma limpeza superficial resolve.
– Se houver um quadro de mensagens no condomínio, pode ser interessante criar um “Espaço Reciclagem”, com dados sobre a evolução da coleta seletiva no local, matérias sobre os benefícios do processo e explicando sobre a reciclagem.
Confira mais informações sobre reciclagem no site www.setorreciclagem.com.br
Fonte: IN
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