• Por: Garantidora Duplique Desembargador
  • 09/12/2013

Brincadeira sob controle no prédio

Com a chegada das férias, a criançada fica mais tempo em casa e a diversão pode incomodar moradores Barulhos, gritos, risos, correria, pulos, peraltices e choradeira são atitudes comuns a toda criança, mas que incomodam muito os moradores de condomínios. Em época de férias, momento em que os pequenos ficam mais tempo em casa, as […]

Com a chegada das férias, a criançada fica mais tempo em casa e a diversão pode incomodar moradores

Barulhos, gritos, risos, correria, pulos, peraltices e choradeira são atitudes comuns a toda criança, mas que incomodam muito os moradores de condomínios.

Em época de férias, momento em que os pequenos ficam mais tempo em casa, as reclamações aumentam, gerando conflitos.

Para contornar essa situação, é importante estabelecer regras claras, que sirvam tanto para adultos quanto para as crianças.

Por isso, cabe à administração do condomínio, em conjunto com o conselho, o síndico e os pais, estabelecer o que pode ou não pode ser feito dentro do prédio.

Limites

É natural que a criança queira brincar em qualquer lugar e a qualquer hora. Mas, segundo Márcio Azevedo, gerente operacional da Speed Gold, empresa de terceirização de mão de obra para condomínios, é preciso tomar alguns cuidados para que as brincadeiras não passem dos limites e incomodem os outros moradores, principalmente aqueles que não têm filhos e acabam não entendendo a euforia dos pequenos.

“Para evitar conflitos e melhorar a convivência no edifício, o certo é que os pais sempre acompanhem seus filhos”, sugere Azevedo.

Alguns condomínios, por razões de segurança, possuem regras definindo que as crianças menores de 10 anos não podem circular sozinhas nem mesmo na área de lazer. A intenção não é apenas evitar a bagunça, mas garantir a segurança das crianças e prevenir possíveis ações dos pais contra o condomínio. Porém a fiscalização é difícil e, mesmo onde há regras, é comum que os pequenos fiquem sozinhos.

 “Caso haja qualquer problema, é importante não se envolver no conflito. O certo é procurar os pais para que eles solucionem o problema”, recomenda Márcio Azevedo.

A situação fica ainda mais complicada porque é comum que os pais acreditem que funcionários do condomínio estão ali para atender seus filhos. Segundo Azevedo, isso não deve ocorrer. “A equipe de limpeza e segurança deve ser orientada para não cuidar das crianças”, afirma o especialista.

Dicas

Diversão sempre no horário certo

Nas áreas comuns dos condomínios, é necessário seguir a regra de horários para brincadeiras, que normalmente acontece entre 9h e 20h. Isso evita estresse

Evite barulho dentro do apartamento

No apartamento, o barulho pode acontecer até as 22h. Para evitar incômodo, instale tapetes de borracha nas áreas de brincar da criançada

Reclame, mas não perca a gentileza

Em caso de barulho, o morador incomodado deve pedir ao porteiro ou ao zelador que ligue para o apartamento vizinho e peça silêncio. Isso evita de conflitos

Os pais devem  estabelecer limites

Cabe aos pais a responsabilidade por seus filhos. Eles devem estabelecer limites para ele, inclusive quando estiverem dentro do apartamento. Tal medida evita multas e outras penalidades

Não “terceirize”  suas responsabilidades

Nenhum funcionário da limpeza, da manutenção ou da segurança tem obrigação de cuidar de crianças nas áreas comuns. Proibir a circulação de crianças desacompanhadas e fiscalizar ajuda a evitar conflitos e acidentes

Opinião da molecada também deve ser levada em conta

Para evitar conflitos, muitos condomínios investem em atividades e áreas de lazer para crianças. As opções vão desde espaço com brinquedos até pistas de patinação e skate. Quem não tem playground, quadras, piscinas e brinquedoteca, pode utilizar o salão de festas como espaço de recreação.

Na época das férias, alguns condomínios vão além e contratam uma equipe de profissionais especializados para dar aulas de dança, lutas e esportes, além de ministrar oficinas de desenho, reciclagem, dobradura, pintura e outras atividades que distraem e ensinam as crianças.

Para Márcio Azevedo, o ideal é que as crianças sejam ouvidas e reconhecidas como moradoras. “O síndico, junto com os pais, deve se reunir com as crianças, para ouvi-las e poder entender que melhorias elas querem”, diz.

Fonte: Diário de São Paulo

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